Perguntas que exigem resposta
António Barreto está longe de ser "dos meus". Contudo, pela clareza do seu racionío, pela frontalidade com que provoca o "politicamente correcto", pelas suas opiniões "fracturantes", é um pensador que aprecio. Já aqui o disse.
No Público de hoje, Barreto enuncia uma série de questões que, no seu entender, devem decidir o voto dos portugueses. É qe, segundo ele, já lá vai o tempo do voto "em manada".
Vou aqui transcrever algumas das perguntas para as quais, também eu, gostaria de ter resposta antes de 20 de Fevereiro:
- Como pretendem organizar a colocação de professores?
- Continuarão a gerir, a partir do Ministério da Educação, as doze mil escolas ou vão entregá-las às autarquias?
- Permitem que os Institutos Politécnicos confiram doutoramentos e se transformem em Universidades?
- Mantém a uniformidade das formas de governo das Universidades?
- O que vão fazer com as portagens das auto-estradas e das SCUT?
- Que destino darão aos hospitais públicos e aos hospitais ditos SA?
- O que vão fazer, no concreto, para reduzir os prazos da justiça?
- Que medidas práticas e concretas tomarão para lutar contra a evasão fiscal?
- Como vão cuidar dos miseráveis resultados escolares portugueses, nomeadamente dos desastres que constituem os ensinos da matemática, do português, da física e da química?
- Como lidar com as centenas de cursos e licenciaturas existentes em cada área disciplinar?
- Alteram ou mantém a actual legislação do aborto?
- São contra ou a favor da integração da Turquia na União?
Respostas, precisam-se.
