Insurgentes (cont.)
Relativamente ao meu post anterior, veio a minha querida Sulista perguntar "Onde pára a Polícia?".
Polícia? Como? Uma coisa assim...
É inacreditável como ainda existem em Portugal pessoas a pensar daquela forma.
Ó meus senhores, estes insurgentes são lutadores por melhores condições de vida. Lutam contra esta sociedade ocidental corrompida. São vítimas de exclusão social, que não têm outra forma de se manifestarem. Além de que, nas mais das vezes, são originários de famílias "desestruturadas" e vítimas inocentes de injustiças várias.
Por estas razões, às quais acrescem muitas mais que me abstenho de aqui referir, a sua luta só pode ser apoiada. Repressão, nunca! É que "violência gera violência" e não queremos que eles subam a "parada" e passem a pôr bombas ou a usar aqueles cintos especiais que estão tanto na moda.
Pelo contrário, uma política de distribuição de subsídios pode ser muito mais benéfica. É preciso dar-lhes o dinheiro que eles precisam para as suas marcas preferidas e para as suas doses diárias.
Deixo três sugestões:
- Que o Presidente condecore com a Ordem da Liberdade (ou da Solidariedade, ou da Igualdade, tanto faz) os líderes destes gloriosos resistentes;
- Que o novo Alto Comissário para os Refugiados coloque a protecção destes oprimidos entre as suas prioridades, em vez de ir tudo para o Darfur;
- Que a Polícia encete acções de formação junto dos pacatos cidadãos (nós todos), no sentido da necessária reeducação para esta problemática, e, numa fase inicial, proiba a malta de ir à praia, aos centros comerciais e de andar de combóio, incentivando a permanência, barricados, em casa.
Deixo, ainda, uma outra sugestão: leiam sociólogos, porra!
-----------------------------------------------
Actualização:
Vi na televisão.
- Os insurgentes pareceram-me invulgarmente bronzeados;
- A polícia está a compreender o fenómeno sociológico: "É normal", disse o graduado;
- O Presidente Capucho tem de fazer o curso de reeducação. Chamou-lhes marginais. Tsssss!
