17 de outubro de 2004

Treta de terra

Quando, ao fim da tarde, passeava os meus cães, dei comigo a pensar no que esta terra evoluiu. Podendo parecer que não, como propalam os profetas da desgraça, os fanáticos e os ressaibiados, a verdade é que progredimos de uma forma que não permite comparações com um passado de há meia dúzia de anos.

Por aqui, como ao nível do País, estão, aqueles infelizes, ainda imbuídos dos paradigmas do século passado. Pararam no tempo. Continuam à espera de "obras". Não se deram conta que a maior parte das infraestruturas, das obras estruturantes, estão feitas. Não se deram conta que as que ainda resta concluir se contam pelos dedos de uma mão. Não se deram conta que a essência da acção das Câmaras - que continua a ser a melhoria das condições de vida das pessoas - se centra, agora, em outras prioridades. Educação, cultura, desporto, tempos livres, 1ª infância e 3ª idade, são algumas dessas prioridades. Já antes o eram, mas de uma forma indirecta. Eram-no na medida em que beneficiavam da infraestruturação. Hoje, são-no, directamente, através da dinamização de actividades específicas e do apoio às colectividades. Hoje, sem fazer "obras", trabalha-se, ainda mais, para as pessoas.

Este fim-de-semana, nestas Terras de Azurara, pôde testemunhar-se o que afirmo:



No Sábado - Concerto do Chico César;

No Domingo - Aniversário do MotoClube

e

- Street Karting no centro da cidade.



Claro que, não se passa nada...