Liberdade editorial?
Li no Público (on-line) o seguinte:
[…]A AACS sustenta que, apesar das versões contraditórias sobre o sucedido, "a simples abordagem de questões estratégicas da empresa" permitem concluir que houve "um constrangimento sobre o colaborador". Nesta conversa, a AACS considera que o presidente do grupo Media Capital "interferiu objectivamente" na área da exclusiva responsabilidade do director de informação da TVI, o que "infringe a liberdade editorial".
Parece-me que são as opções estratégicas (de uma empresa) condicionam o êxito ou malogro da organização. Numa empresa do audiovisual, a estratégia passará, entre outras, pela definição de conteúdos adequados ao público-alvo pretendido, bem como pela forma como se trata a “informação”. Naturalmente, as opções estratégicas são tomadas, no caso do sector privado, pelos investidores. É por isso que há, por exemplo, jornais tão distintos como o “Público”, o “24 Horas” e o “Expresso”.
Ora, aquilo que a AACS veio dizer é que em televisão não é assim.
Em televisão, há áreas que são da exclusiva responsabilidade de pessoas contratadas pela administração. Isto é, há áreas nas quais a administração está impedida de interferir (?)
Bem vistas as coisas, em televisão, à administração resta pagar os vencimentos do pessoal.
APRE!
