24 de dezembro de 2004

Mentir, mistificar, manipular...

Aceito de bom grado debater projectos, ideias, concepções, sei lá, até mesmo interpretações. Podemos ter posições diferentes, antagónicas mesmo, e discuti-las. É inteligente. Em “oposição de fase” está a mistificação, a manipulação e a mentira. Execrável! Ora é isto mesmo que o meu amigo Mocho faz aqui.

Comentando o recurso à transferência do fundo de pensões para a Caixa Geral de Aposentações para evitar o incumprimento do défice, o Mocho “atira-se” ao Ministro Bagão Félix, o qual, “depois de ter proposto soluções disparatadas falha completamente o seu objectivo de controlar o défice”.

Ora, isto é rotundamente falso!

Como toda a gente sabe, o equilíbrio das contas públicas joga-se nas opções do Orçamento. Ora o orçamento de 2004 foi elaborado pela Ministra Ferreira Leite. Bagão Félix só assumiu a responsabilidade das Finanças em Julho/Agosto, isto é, a quando a execução orçamental já ia a mais de meio, e, por isso mesmo, quando já não havia grande coisa a fazer, a não ser conceber o orçamento para o ano seguinte.

Também é falso que “Nos tempos do PS, que tanto criticam, o défice baixou significativamente”. Pois foi. Baixou, baixou, baixou tanto, que até fomos agraciados, pela Comissão Europeia, com um processo por incumprimento da limitação do défice!

Lamentável!

Há uma coisa que eu não sei. Não é ironia. Não sei mesmo. O Mocho, ou qualquer um que saiba, podia explicar-me:

O que é isso de um Fundo de Pensões como este da CGD. Para que serve, que receitas tem, paga reformas por inteiro, etc.? E, naturalmente, que diferenças ocorrem para os contribuintes – os funcionários da CGD - da sua integração na CGA?

Atenção. O que estou a pedir é informação. Dispenso opiniões e “palpites” e agradeço dados objectivos.