13 de junho de 2005

Álvaro Cunhal

Hoje levantei-me a ouvir a notícia da morte de Álvaro Cunhal. Durante o dia, tive poucas oportunidades de ver e ouvir notícias, mas nas poucas a que pude dar atenção, não faltaram elogios ao "homem de estado" que foi Cunhal; ao paladino da liberdade; ao homem de "convicções".
Agora, em casa, depois de dar a minha voltinha habitual pelos blogs, fiquei ainda mais perplexo! Tirando um ou dois artigos "sem papas na língua", tudo são encómios ao senhor. "Um homem bom que fica a marcar o século XX português." Extraordinário!
Só não percebo como é que, com toda esta base de apoio, o Partido Comunista nunca ganhou eleições!
Ou será que "a malta" tende a pensar que, depois de mortos, todos fomos bons?
Eu não!