18 de novembro de 2004

Casa do Gaiato

O relatório elaborado pela Segurança Social à Casa do Gaiato é demolidor, afirmando que as crianças e jovens aí acolhidos vivem em “isolamento, repressão e clausura”.

Não tive oportunidade de ler todo o relatório. Contudo, pelos excertos publicados no público, fiquei “de pé atrás”. É que, segundo o jornal, maioria das 482 crianças, jovens e adultos acolhida pela Casa do Gaiato - Obra do Padre Américo - deve viver em grande sofrimento por ter sido abandonada pela família e por não gostar de viver na instituição, onde "abundam o trabalho, a disciplina e os castigos".

Repare-se naquilo que leva a concluir que os rapazes não gostem: trabalho, disciplina e castigos. Tudo ao mesmo nível!

Parece-me óbvio que, no esquema conceptual de quem elaborou o relatório, estas coisas são todas más. Trabalhar e ser disciplinado é o mesmo que ser castigado. Ou, de outra forma, trabalho e disciplina são castigos.



É melhor ler, também, este outro artigo e esta opinião.



Convem lembrar que a Casa do Gaiato nunca recebeu subsídios da Segurança Social, contrariamente à generalidade dos centros de acolhimento, temporário ou não...



Já agora, fica uma pergunta:

Será melhor (do ponto de vista educativo) cuidar de uma horta (com sacho e tudo) ou passar o dia com uma “playstation”?