Autonomia da Escola
Há imensos anos que se vem ouvindo o discurso da autonomia como via - única - para a resolução dos inúmeros problemas que afectam a escola. Alegadamente, o Ministério da Educação tem vindo (não é de agora) a espartilhar a criatividade das escolas, obrigando-as a adoptar modelos de organização nos domínios pedagógico e administrativo (e também financeiro) que são contrários àqueles que cada escola escolheria se fosse autónoma. Nesta óptica, é desta imposição que resulta o reconhecido insucesso de alunos, professores e escolas.
Sejamos sérios:
Uma escola autónoma é aquela que, no respeito pela legislação, pode decidir da gestão do currículo, seleccionando conteúdos, metodologias e actividades, do elenco disciplinar, da carga lectiva e da organização do tempo escolar. E, inevitavelmente, é aquela que, no respeito pela legislação laboral, pode escolher os seus professores!
A regulação de um sistema com estas características seria efectuada, em primeira linha, pela própria comunidade, na base dos resultados da avaliação externa dos alunos - é claro que haveria exames nacionais versando os conhecimentos e as competências previamente definidas a nível central- sem prejuízo da intervenção de outras instâncias.
Acredito que um sistema destes pudesse ter bons resultados.
Recentemente, também a Senhora Ministra se pronunciou sobre este reforço da autonomia.
Vejam-se as reacções. Leiam-se estes comentários e reflita-se: a autonomia é, verdadeiramente, desejada?
